Como está sua memória?
Dias atrás, encontrei um amigo que me recomendou a leitura de um ótimo livro. Ele disse que seria bastante útil para ajudar nas atividades que venho desenvolvendo em meu trabalho. Fiquei muito feliz com a sugestão, mas esqueci o nome do livro – e agora não consigo falar com ele.
A minha memória não tem ajudado! E a sua, como está? Se estiver parecida com a minha, é preciso começar a cuidar melhor dela, afinal, o esquecimento de algo pode nos prejudicar muito. De acordo com Renato Alves, é necessário exercitar nossa memória. Ele é um dos maiores expoentes brasileiros nessa área, já treinou mais de 200 mil alunos e é autor dos livros Branco na memória – Saiba quais são as causas e o que fazer para evitar e O segredo dos gênios – Manual de orientação para professores e estudantes.
Segundo Alves, o melhor exercício para aprimorar a memória é conhecê-la. "Eu costumo dar o seguinte exemplo: pergunte a uma pessoa que reclama por não conseguir guardar uma senha numérica de seis dígitos se ela lembra como foi o capítulo da novela do dia anterior. Com certeza, ela descreverá perfeitamente, e em detalhes, o que passou. E o grau de complexidade em gravar um capítulo de uma novela é muito maior que o de guardar um código. Mas, mesmo assim, ela consegue lembrar de tudo aquilo muito bem, e é incapaz de armazenar uma senha. Os indivíduos sofrem de baixa autoestima. Eles não confiam na memória – e sempre que duvidam da capacidade de memorização não memorizam. Quando a pessoa assiste a uma novela, ela não está preocupada em memorizar o que vai acontecer, simplesmente se entrega às cenas e acaba memorizando. Em resumo, a melhor forma de 'adestrar' a memória é prestar atenção naquilo que se está fazendo", explica.
Karen Jardzwski


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