quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Seja Criativo para Vencer


por Prof. Menegatti

Você sabia que são necessárias, em média, 60 idéias para conseguir uma vitória? A média japonesa é de 61 idéias por funcionário/ano. Suas empresas incentivam erros na tentativa de descobrir algum produto, serviço ou método novo. A Toyota coloca em prática cerca de 95% das 2,65 milhões de idéias dadas pelos seus colaboradores. Já a Nissam considera seriamente qualquer sugestão que economize 0,6 segundos – o tempo necessário para erguer um braço.

Uma pesquisa realizada por Geog Land, envolvendo 1,6 mil crianças e 200 mil adultos, mostrou que 98% das crianças na faixa etária de três a cinco anos são gênios e que apenas 2% dos adultos acima de 25 anos são gênios. A questão é: onde estão os 96% das crianças que, ao se tornarem adultas e ultrapassarem os 25 anos, deixaram de ser gênios? O problema, segundo Land, está na educação repressora que recebemos dos nossos pais e professores, fazendo com que o potencial criativo das crianças adormecesse.

Maslow afirmou: "O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescenta algo; o homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou". Assim, concluímos que nosso potencial não está perdido, mas aguardando o momento de despertar.

O que precisamos fazer para resgatar a nossa genialidade?

» Observe a natureza – Uma das fontes incontestáveis de inspiração é a natureza, e o engenheiro suíço George de Mestral que o diga: ele criou o velcro depois de notar que as minúsculas hastes do carrapicho grudavam em suas meias de lã. Uma empresa tinha um problema a solucionar: como embalar muitas batatas fritas em um espaço pequeno sem quebrá-las. Uma pequena empresa usou novamente a natureza como analogia, amontoando folhas secas e folhas verdes. Através da utilização dessa idéia criativa, a solução óbvia surgiu. Moldar batatas em formas uniformes e possíveis de empilhar antes de secarem. Munida dessa inovação, a empresa vendeu sua idéia a Procter & Gamble, e a batata frita Pringles surgiu.

» Exercite-se – A criatividade é como os músculos: um processo lento que exige dedicação. Quanto mais você treina mais ela se desenvolve. Existem exercícios, tais como o tangrama, cujo desafio é obter inúmeras soluções, propiciando, com isso, estimular a criatividade, mantendo o cérebro em constante atividade. Além disso, esse tipo de exercício supera a barreira do não: "Não dá", "Não pode", "É impossível", "Isso não vale" etc.

» Persista – "Esta geringonça tem inconvenientes demais para ser levada a sério como meio de comunicação. Ela não tem nenhum valor para nós" – Memorando interno da Western Union, sobre o telefone em 1876. "Quem se interessaria em ouvir os atores?" – H. M. Warner, da Warner Brothers, no auge do cinema mudo, em 1927.

» Avalie seu dia e use sua criatividade para reduzir custos – Sinta-se parte das soluções dentro da empresa e não de um problema. Pergunte-se: "De que maneira eu posso fazer esta atividade para que reduza meu tempo de trabalho e os custos para a empresa?". Lembre-se que o tempo é o bem mais precioso. Ganha mercado quem pode fazer mais em menos tempo.

Chegar ao topo até que não é tão difícil; manter-se é o problema. À medida que as empresas atingem seus objetivos, passam a atuar com a suicida rotina. A rotina impede a empresa de promover as sempre necessárias mudanças. O talento humano, que vale ouro, hoje e no futuro, é o que tem comportamento criativo. As profissões e as empresas que não fizerem uso da cabeça, tendem a desaparecer. Se você está acomodado, acreditando que as coisas não irão mudar, tome muito cuidado! Alguém com muita criatividade pode estar tomando o seu lugar.

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